A Comissão Mista de Orçamento (CMO) adiou nesta quarta-feira, 5, a
votação do crédito suplementar que o governo solicitou ao Congresso para
a próxima terça-feira, 11. A sessão foi prorrogada após partidos do
Centrão e da oposição se unirem para pedir a verificação do quórum de
parlamentares presentes no colegiado e impedir a votação da proposta. O
pedido foi feito pelo PL e apoiado por PT e PCdoB. De acordo com o
relator do projeto, deputado Hildo Rocha (MDB-MA), o presidente do
Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), concordou em convocar uma nova sessão
conjunta do Congresso na semana que vem para votar o projeto após a CMO.
A sessão do Congresso será realizada mesmo assim para analisar os vetos
presidenciais que trancam a pauta. O governo solicitou ao Congresso a
abertura de um crédito extra no valor de R$ 248,9 bilhões para garantir o
pagamento de programas como Bolsa Família, Benefício de Prestação
Continuada (BPC) e o Plano Safra sem descumprir a chamada regra de ouro –
que impede a emissão de dívida para pagar despesas correntes, como
salários.
O líder da minoria no Congresso, Carlos Zarattini (PT-SP),
anunciou que a oposição condiciona a votação à redução do valor para R$
146 bilhões. “Acho que o acordo de procedimento que foi feito é bom, não
prejudica de maneira nenhuma o bom andamento desse projeto”, disse
Hildo Rocha, ressaltando que não há acordo sobre o valor do crédito a
ser aprovado. O governo fez um apelo para que o Congresso aprove a
proposta até o próximo dia 15. Mais cedo, em entrevista ao Broadcast, o
relator afirmou que o Planalto não conseguirá aprovar o projeto antes de
20 dias sem um acordo com a oposição.
Estadão/Politica Livre

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