
Em 1º
de janeiro, quando o presidente Jair Bolsonaro tomou posse, muita gente estava
com receio de que o mandatário não seria capaz de unir o país.
Os mercados
ficaram entusiasmados com as perspectivas de reformas liberais que estavam por
vir.Mas as esperanças logo começaram a desmoronar. Uma série de erros do governo - disputas políticas internas, a tentativa desajeitada de intervenção do Estado na política de combustíveis e a falta de liderança no Congresso - dificultaram as perspectivas de crescimento.
A maioria dos analistas reduziu pela metade suas expectativas de crescimento para o Brasil e agora acredita que até 2020 não haverá crescimento significativo.
1. Não há recuperação econômica à vista
Na década
anterior, o Brasil era enaltecido (juntamente com a Rússia, Índia, China e
África do Sul) como uma das potências do Brics - economias emergentes com taxas
super altas de crescimento que ultrapassariam as economias desenvolvidas até
2050.
O
desempenho econômico desta década, no entanto, indica que o Brasil não pertence
a essa categoria.
2. O problema do desemprego não está sendo resolvido
Quem paga o preço são os trabalhadores brasileiros.
O número
de desempregados aumentou de 7,6 milhões em 2012 para 13,4 milhões neste ano.
3. A moeda e a bolsa frustraram as expectativas
pós-eleitorais
Durante
grande parte da campanha, o real se recuperou fortemente quando ficou claro que
Bolsonaro venceria a eleição.
Foi um
sinal claro de confiança dos investidores no exterior.
Uma
pesquisa da Bloomberg, realizada no fim do ano passado com os principais
estrategistas internacionais, colocou o Brasil no topo da lista das melhores
apostas em três categorias: câmbio, títulos e ações.
Após
quase cinco meses, as perspectivas agora são sombrias.
4. Ainda atolado em dívidas
Mas por
que o Brasil está tão bagunçado?
O
principal consenso entre analistas de mercado - e também entre integrantes do
governo Bolsonaro - é que o país começou a gastar muito dinheiro por volta de
2013, durante a gestão da presidente Dilma Rousseff.
Desde
então, um dos principais termômetros da economia brasileira tem sido o déficit
fiscal - a quantidade de dinheiro gasto além das receitas do país.
Alguns
economistas dizem que o principal responsável é o sistema previdenciário, com
os brasileiros se aposentando cedo demais (alguns com pouco mais de 50 anos) e
com muitos benefícios (especialmente entre os funcionários públicos).
Durante
os anos de expansão, o Brasil tinha uma dívida que era 51% do tamanho da sua
economia.
O
crescente déficit fiscal elevou o nível da dívida para 77,1%.
O governo
diz que, se nada for feito, a dívida do país será do tamanho de toda a sua
economia até 2023.
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