terça-feira, 28 de maio de 2019

4 fatores que mostram o que há de errado com a economia brasileira












Em 1º de janeiro, quando o presidente Jair Bolsonaro tomou posse, muita gente estava com receio de que o mandatário não seria capaz de unir o país.
Os mercados ficaram entusiasmados com as perspectivas de reformas liberais que estavam por vir.
Mas as esperanças logo começaram a desmoronar. Uma série de erros do governo - disputas políticas internas, a tentativa desajeitada de intervenção do Estado na política de combustíveis e a falta de liderança no Congresso - dificultaram as perspectivas de crescimento.
A maioria dos analistas reduziu pela metade suas expectativas de crescimento para o Brasil e agora acredita que até 2020 não haverá crescimento significativo.

1. Não há recuperação econômica à vista
Na década anterior, o Brasil era enaltecido (juntamente com a Rússia, Índia, China e África do Sul) como uma das potências do Brics - economias emergentes com taxas super altas de crescimento que ultrapassariam as economias desenvolvidas até 2050.
O desempenho econômico desta década, no entanto, indica que o Brasil não pertence a essa categoria.

2. O problema do desemprego não está sendo resolvido 

Quem paga o preço são os trabalhadores brasileiros.

O número de desempregados aumentou de 7,6 milhões em 2012 para 13,4 milhões neste ano.

3. A moeda e a bolsa frustraram as expectativas pós-eleitorais
Durante grande parte da campanha, o real se recuperou fortemente quando ficou claro que Bolsonaro venceria a eleição.
Foi um sinal claro de confiança dos investidores no exterior.
Uma pesquisa da Bloomberg, realizada no fim do ano passado com os principais estrategistas internacionais, colocou o Brasil no topo da lista das melhores apostas em três categorias: câmbio, títulos e ações.
Após quase cinco meses, as perspectivas agora são sombrias.

4. Ainda atolado em dívidas
Mas por que o Brasil está tão bagunçado?
O principal consenso entre analistas de mercado - e também entre integrantes do governo Bolsonaro - é que o país começou a gastar muito dinheiro por volta de 2013, durante a gestão da presidente Dilma Rousseff.
Desde então, um dos principais termômetros da economia brasileira tem sido o déficit fiscal - a quantidade de dinheiro gasto além das receitas do país.
Alguns economistas dizem que o principal responsável é o sistema previdenciário, com os brasileiros se aposentando cedo demais (alguns com pouco mais de 50 anos) e com muitos benefícios (especialmente entre os funcionários públicos).
Durante os anos de expansão, o Brasil tinha uma dívida que era 51% do tamanho da sua economia.
O crescente déficit fiscal elevou o nível da dívida para 77,1%.
O governo diz que, se nada for feito, a dívida do país será do tamanho de toda a sua economia até 2023.

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